quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Cultura discutirá tarifas cobradas por aeroportos sobre obras de arte

A Comissão de Cultura realiza hoje o quarto encontro do ano do "Expresso 168", com o tema "Aeroportos decretam o fim das ações culturais internacionais no Brasil ao impor novas taxas alfandegárias”.

O objetivo é discutir as mudanças adotadas pelas concessionárias dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Galeão em relação às taxas de armazenagem de obras de arte e instrumentos musicais vindos do exterior (passaram a cobrar a tarifa de acordo com o valor de mercado da carga, e não pelo peso, como vinha ocorrendo).
Criado em 2013, o “Expresso 168” é um espaço permanente de fiscalização de políticas públicas e de diálogo com gestores, produtores e artistas. Segundo a presidente da comissão, deputada Raquel Muniz (PSD-MG), esses encontros já se tornaram parte integrante dos trabalhos que subsidiam a comissão.
Foram convidados para o debate:
- o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), José Ricardo Pataro Botelho de Queiroz;
- o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Mattos Araujo;
- a presidente da Associação Nacional de Produtores Independentes de Artes Visuais, Ana Helena Curti;
- o diretor do Museu de Arte de São Paulo (Masp), Lucas Pessoa;
- o vice-presidente da Bienal de SP e diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron; e
- o diretor-presidente da concessionária GRU Airport, Gustavo Figueiredo.
O encontro está marcado para as 15 horas no plenário 10.


Da Redação - MB

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Médicos e pacientes pedem mudanças no atendimento de pacientes com esclerose múltipla


Em audiência pública na Câmara nesta segunda-feira (13), médicos e pacientes alertam para a necessidade de alterações no protocolo de atendimento aos pacientes de esclerose múltipla no SUS.
Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a importância da inovação nos tratamentos da Esclerose Múltipla para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes
Médicos e pacientes pediram mudanças no protocolo de atendimento
Atualmente, dos oito medicamentos liberados pela Anvisa, seis estão disponíveis, porém o protocolo exige que o paciente seja tratado primeiro com os medicamentos de primeira linha, que têm menos efeitos colaterais, mesmo que não sejam os mais adequados para seu caso.
Para o neurologista e pesquisador Douglas Sato, é preciso mudar o protocolo para evitar a perda de tempo e garantir ao paciente o atendimento adequado desde o início do tratamento.
"Engessar o acesso a tratamentos que ele deveria ou poderia ter leva a um risco muito grande de incapacidade permanente ou de sequelas importantes. E tudo isso num jovem, que é geralmente o portador da esclerose múltipla", disse.
O presidente da associação Amigos Múltiplos pela Esclerose, Gustavo San Martin, alerta para o problema da falta de medicamentos, que é recorrente e prejudica muito o paciente.
Segundo monitoramento da associação que começou em 2015, 17 mil pessoas retiram medicamento nas farmácias de alto custo e, deste total, 72% já relataram a falta do remédio em algum momento.
Gustavo San Martin ressaltou que como a esclerose não tem cura e acomete pacientes jovens, o acesso ao medicamento adequado é fundamental na garantia da qualidade de vida.
Ouça esta reportagem na Rádio Câmara
"Três anos atrás, eu não conseguia sentir meu lado esquerdo do corpo e hoje eu sinto. E eu só estou falando aqui com vocês de pé porque eu tive o tratamento adequado e o diagnóstico precoce."
De acordo com o deputado Alan Rick (DEM-AC), a Comissão de Seguridade Social e Família vai realizar uma nova audiência pública, dessa vez com representantes da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que é a responsável pela adoção de novos medicamentos e mudanças no protocolo de doenças no Brasil.
"O Ministério da Saúde tem que atentar para o diagnóstico precoce e o medicamento adequado. Não se pode fazer o paciente usar medicamentos inferiores à situação que ele está vivendo por conta de protocolos do Ministério. Isso é enxugar gelo", apontou o deputado.
O representante do Ministério da Saúde, Eduardo de Souza, explicou que os protocolos são revistos periodicamente e o dos pacientes de esclerose múltipla foi revisado em abril deste ano. Ele lembrou ainda que os medicamentos normalmente têm efeitos colaterais e por isso só são adotados no Brasil após terem sua segurança e eficácia comprovadas.
Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Ana Chalub

Desemprego afeta mais os profissionais sem diploma de faculdade

“Profissionais com Ensino Superior sofrem menos os efeitos da crise”, afirma Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, entidade que representa as mantenedoras do Ensino Superior.
A conclusão foi tirada a partir dos resultados do Índice de Empregabilidade do Ensino Superior, estudo produzido pela Assessoria Econômica do Semesp. “Nos três primeiros meses do ano, o saldo de empregos das pessoas com Ensino Superior foi positivo em cerca de 100 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. O profissional qualificado é um pouco mais blindado à crise”, conclui Capelato.
Entre janeiro e março de 2018, a quantidade de pessoas com Ensino Superior completo empregadas subiu 2,2%, enquanto que, no mesmo período, o número total de pessoas com emprego no País caiu 27,8%.

Saldo de empregos no Brasil

PERÍODONÚMERO DE EMPREGADOS COM ENSINO SUPERIOR COMPLETONÚMERO TOTAL DE EMPREGADOS
janeiro/201824.74277.822
fevereiro/201848.92361.188
março/201825.29656.151
Fonte: Semesp (Índice de Empregabilidade do Ensino Superior – 1º trimestre de 2018)
A área que apresentou o maior saldo de empregos entre as pessoas com Ensino Superior completo no primeiro trimestre de 2018 foi a dos profissionais com diploma de licenciatura. O número licenciados admitidos, subtraindo a quantidade de demitidos, foi de 53.317.
Em segundo lugar, aparece a área de Administração, com um saldo de 12.316 profissionais com Ensino Superior empregados.
Na sequência, aparecem as áreas de Enfermagem (2.120), Tecnologia da Informação (1.932), Recursos Humanos (471), Direito (287) e Logística (208).
A única área presente no índice que apresentou saldo negativo de pessoas com Ensino Superior completo empregadas foi a Engenharia, com uma redução de 123 postos de trabalho para pessoas qualificadas. “O saldo negativo em Engenharias mostra que infraestrutura e indústria ainda não se recuperaram da crise, pois são as que mais geram emprego para esta área”, comenta Capelato. Fonte:

Diploma de faculdade é sinônimo de maiores salários

Além de terem mais estabilidade no trabalho, o Índice de Empregabilidade do Ensino Superior mostra que os profissionais com diploma de faculdade também têm salários mais altos em relação aos trabalhadores com Ensino Médio completo.
O que também chama a atenção, nesse quesito, é a diferença salarial existente entre homens e mulheres, independentemente do nível de escolaridade.
Mulheres entre 19 e 24 anos com diploma de faculdade ganham, em média, R$ 1.861,86; sem faculdade, a média feminina cai para R$ 1.131,49. Homens com Ensino Superior completo, na mesma faixa etária, recebem, em média, R$ 2.168,16; com escolaridade até Ensino Médio, a média salarial masculina para essas idades é de R$ 1.174,94.
Na faixa etária acima de 65 anos, os homens ganham até 77% a mais que as mulheres. De 50 a 54 anos, os homens têm salário 52% superior ao das mulheres. De 40 a 44 anos, a diferença cai para 36%. Já entre os mais jovens, de 19 a 24 anos, a variação é de 13%. Para Capelato, “a diferença de salário entre homens e mulheres vem reduzindo e tende a desaparecer com o tempo. Conforme as gerações avançam, as diferenças diminuem”.
Encontrar Bolsas de Estudo para Faculdade
Clique aqui para acessar o Índice de Empregabilidade do Ensino Superior completo, elaborado pelo Semesp.
Conteúdo original na Revista QB.

Comida de Buteco o Bar



Varginha ganha mais uma opção para o seu happy hour, se você aprecia uma um delicioso tira gosto vai curtir Comida de boteco o Bar.
Costelinha porco, Parmegiana, contra Filé, Caldos, costela de boi, pizza, 4 queijos, calabresa, queijo com cebola, Todos os dias aquele torresmo crocante, hummm precisa passar lá para conferir e saborear as delicias e conhecer o espaço.
Funciona de terça a sexta 17:00 - 24:00
Sábado 10:00 - 17:00

Especialistas cobram recursos para ampliação do controle biológico de pragas

Faltam dinheiro para a pesquisa e técnicos do governo para fazer o registro dos produtos

Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Reunião ordinária sobre os bioinsumos no Brasil e políticas para o desenvolvimento do setor
A audiência pública na Câmara para discutir políticas de incentivo aos bioinsumos no Brasil reuniu usuários e pesquisadores da tecnologia
Usuários e pesquisadores de bioinsumos cobram recursos e infraestrutura para ampliar o controle biológico de pragas e doenças agrícolas no Brasil. O debate ocorreu nesta segunda-feira (13) na comissão especial da Câmara que analisa a proposta de política nacional de redução de agrotóxicos, a PNARA (PL 6670/16).

O uso de organismos vivos no combate de pragas é uma prática milenar que hoje avança rapidamente por meio de novas pesquisas. Podem ser usados vírus, bactérias e insetos, como as joaninhas, ou suas substâncias (feromônios). Só a Embrapa tem um banco de micro-organismos com mais de 6 mil exemplares para o controle de pragas.

Pesquisadora de recursos genéticos da Embrapa, Rose Monnerat afirma que a rica biodiversidade do Brasil é fonte de novas ferramentas, mas os recentes cortes de recursos para pesquisa são uma ameaça concreta ao desenvolvimento do controle biológico.

"Muita gente pergunta: 'tem controle biológico para tudo?' Tem para quase tudo. Tem para lagarta, para doença, para besouro, para nematóide. É muito importante a gente começar a estabelecer sistemas porque temos muitas e muitas ferramentas que estão sendo geradas", explicou.

Demanda
Atualmente, existem 96 produtos biológicos e extratos vegetais registrados no Ministério da Agricultura. A produção e a demanda são intensas: 76 empresas já atuam no setor e 220 novos produtos aguardam a análise simplificada atualmente permitida para os chamados "insumos de baixo impacto". No entanto, a chefe do serviço de especificações de referência do ministério, Tereza Saminêz, se queixou da falta de pessoal diante de tamanha demanda.
Ouça esta reportagem na Rádio Câmara
"Hoje, para todas essas análises dentro do Ministério da Agricultura, sou eu, que sou cedida da Embrapa; a Raquel, que está aqui; e uma agente administrativa que contribui conosco. E buscamos a ajuda de alguns colegas nas unidades da federação. São cinco que têm contribuído conosco", informou.

Incentivos
O relator da comissão especial da PNARA, deputado Nilto Tatto (PT-SP), reafirmou a necessidade de redirecionar para o controle biológico os recursos e isenções fiscais que hoje são concedidos à cadeia produtiva dos agrotóxicos (cerca de R$ 1 bilhão/ano). O presidente da comissão, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), concordou.
Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Reunião ordinária sobre os bioinsumos no Brasil e políticas para o desenvolvimento do setor. Dep. Alessandro Molon (PSB - RJ)
Alessandro Molon, presidente da comissão: cresce a procura por orgânicos porque as pessoas já entendem que devem se alimentar de forma saudável 
"Felizmente, todas as informações apontam para o crescimento enorme de uma demanda por orgânicos. As pessoas estão entendendo que podem e devem se alimentar de forma saudável e que, portanto, esse é um caminho para o país. Mas, não basta a boa vontade, o voluntarismo e querer fazer se não há condições", declarou.

Custos
Consultor no uso de biofertilizantes e outros bioinsumos, o produtor rural orgânico Celso Tomita garantiu que tais produtos são seguros para a saúde e o meio ambiente, além de mais rentáveis para o produtor.
"Conseguimos obter redução do custo de produção em média em 25%. Tem alguns produtores que chegam a 100%, porque viraram orgânicos. E há aumento da receita efetiva, em um sistema de produção mais integrada, onde se reduz o uso de defensivos agrícolas por meio do manejo que nós incorporamos".

Desde 2009, um decreto do Executivo (Dec. 6913/09) permite a produção caseira ("on farm") de produtos biológicos, desde que exclusivamente para uso próprio. A Embrapa preparou um manual e promove treinamento para melhorar a qualidade, mas defende alterações no decreto para ampliar a segurança desses produtos. A representante do Conselho Nacional de Saúde, Paula Johns, defendeu a adoção de um programa nacional de bioinsumos.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem - José Carlos Oliveira
Edição - Geórgia Moraes


    Comissão externa lista 26 acidentes ambientais em Barcarena

    Seis deles envolvendo a mineradora Alunorte. Uma CPI para aprofundar as investigações sobre os desastres ambientais na região já foi criada, mas ainda aguarda as indicações dos partidos para ser instalada

    Alex Ferreira/Câmara dos deputados
    Audiência Pública sobre a cidade de Barbacena-PA : 100 dias depois. O que foi feito de fato
    Edmilson Rodrigues: CPI pode sugerir mudanças com impacto nacional
    O relatório da comissão externa que investigou o vazamento de rejeitos minerais em Barcarena, no Pará, deverá trazer documento da Defensoria Pública estadual que lista 26 acidentes ambientais ocorridos na região desde o ano 2000. O relatório deve ser votado pelo colegiado em setembro.

    O objeto da comissão foi o vazamento de contaminantes, em fevereiro, atribuído à bacia de rejeitos da empresa Hydro Alunorte. Mas o coordenador da comissão, deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA), obteve o documento que mostra outros seis acidentes envolvendo a Alunorte nos últimos anos. Também há registros de derramamento de carvão mineral; chuvas de fuligem; vazamento de caulim, que é uma espécie de argila; vazamento de óleo e até naufrágio de 5 mil bois ocorrido em 2015.

    Para o deputado, é necessário abordar o assunto de forma integrada para melhorar o controle das autoridades governamentais. Ele lembra que o Pará ainda tem a previsão de outros grandes investimentos com potencial de danos ambientais como ferrovias e novos portos.

    CPI

    Nesta segunda-feira (13), Edmilson Rodrigues se reuniu com movimentos sociais e entidades ambientalistas com o objetivo de pedir ajuda na mobilização para que os partidos indiquem os integrantes para uma CPI que deverá aprofundar a discussão sobre os desastres ambientais em Barcarena.
    Ouça esta matéria na Rádio Câmara
    A CPI sobre Barcarena já foi criada, mas apenas sete deputados foram indicados por partidos para compô-la. São necessários, pelos menos, mais 15 deputados para instalar a comissão e garantir o quórum das reuniões. O deputado argumenta que a CPI poderia sugerir mudanças com impacto nacional. "Para aperfeiçoar as normas e pactuar com as empresas e as instituições do Estado. Se não realizarmos isso, realmente os prejuízos serão irreversíveis", destacou.

    Impacto econômico
    Na reunião com o deputado, Iury Paulino, do Movimento dos Atingidos por Barragens, disse que o desastre em Barcarena teve um impacto econômico significativo na região.

    "A população ribeirinha, em especial, quilombolas, pescadores, indígenas e a população também que vive nas áreas urbanas, porque todos têm atividade econômica que depende do rio: o extrativismo, a pesca, a produção agrícola e o próprio turismo. Então, é difícil dizer quem é a categoria atingida; nós tratamos como uma região toda atingida”, revelou.
    Reportagem - Sílvia Mugnatto
    Edição - Geórgia Moraes

    UnB lança site com 23 cursos gratuitos online para qualificação profissional

    Olá, leitor!
    A Universidade de Brasília (UnB) lança site com 23 cursos gratuitos online para qualificação profissional. Essa iniciativa é uma parceria entre a UnB e o Ministério do Trabalho, e visa melhorar a qualificação do profissional brasileiro. Fonte:
    Por meio da Educação a Distância (EaD) qualquer pessoa pode aproveitar essa oportunidade. Não existem pré-requisitos e isso facilita o ingresso dos profissionais e estudantes em busca de melhor preparo para enfrentarem o mercado de trabalho.
    Os cursos possuem uma carga horária de 40h e estão disponíveis na plataforma “Escola do Trabalhador – Ensino a Distância”. Embora os cursos possuam diferentes públicos-alvo, qualquer pessoa pode se inscrever e participar. Além disso, não existe um limite de cursos ativos, ou seja, o interessado pode se inscrever e participar simultaneamente de vários cursos.
    Conheça a seguir os cursos oferecidos na iniciativa:

    Informação e Comunicação

    Ambiente e Saúde

    Turismo, Hospitalidade e Lazer

    Recursos Naturais

    Desenvolvimento Educacional e Social

    Produção alimentícia

    Segurança

    Produção Cultura e Design

    Produção Industrial

    Gestão e Negócios

    Infraestrutura

    Controle e processos industriais

    Para se inscrever nos cursos é necessário acessar a página da Escola do Trabalhador. Assim que escolher o curso desejado será necessário realizar um breve cadastro na plataforma.
    Uma vez preenchido o formulário virtual e devidamente cadastrado, siga com a escolha do curso e inscreva-se. Logo em seguida já estará habilitado a aproveitar o material. Vale ressaltar que no término do curso será emitido um certificado ao participante, desde que o mesmo atenda aos requisitos mínimos de pontuação exigida.
    Está em busca de conhecimento, assim como muitos brasileiros? Então, não deixe essa oportunidade passar e aproveite o máximo que puder. Afinal, você pode se inscrever em mais de um curso por vez.
    Bons estudos e até logo!

    VAGAS UAI VARGINHA 14/08/2018


    Segue abaixo as vagas disponíveis:

    - Adesivador CNH AB (com experiência)
    - Analista de Contas (sem experiência)
    - Analista de Gerenciamento de Risco (com experiência)
    - Assistente Administrativo CNH A ou B (com experiência)
    - Auxiliar de Enfermagem (com experiência)
    - Auxiliar de Logística (sem experiência)
    - Chefe de Oficina Concessionária de Caminhões CNH D (com experiência)
    - Consultor de Vendas (sem experiência)
    - Controlador de Estacionamento CNH A ou B (com experiência)
    - Estagiário em Administração (sem experiência)
    - Estagiário em Logística (sem experiência)
    - Estagiário em Recursos Humanos (sem experiência)
    - Gerente de Logística (com experiência)
    - Garçom (com experiência)
    - Mecânico de Refrigeração CNH B (com experiência)
    - Montador de Móveis CNH A (com experiência) 
    - Plaqueiro CNH AB (com experiência)
    - Vendedor Externo CNH B (com experiência)


    Documentos necessários para se candidatar as vagas:


    - Carteira de Trabalho;

    - Carteira de Identidade;

    - CPF;


    Via Café Garden Shopping

    Endereço: Rua Humberto Pizzo, 999 - Jardim Canaã
    para maiores informações:
    3219-1406/ 3219-1431/ 3219-1418/ 3219- 1415


    Congresso Sexualidade, Prêmio Inventores, Cirurgia do Aparelho Digestivo, Workshop Fibrose Cística, Lecture PSMA Update


     Congresso Sexualidade, Prêmio Inventores, Cirurgia do Aparelho Digestivo, Workshop Fibrose Cística, Lecture PSMA Update

    Pesquisadores da FCM recebem o Prêmio Inventores 2018

    Slideshow

    Últimas Notícias

    I Congresso Internacional Multidisciplinar em Sexualidade

    De 12 a 14 de setembro, no Centro de Convenções da Unicamp. Até 20 de agosto, desconto de 40% para grupos de 10 alunos da Unicamp. Para grupos de 10 profissionais/professores da Unicamp, valores de estudantes. Interessados devem entrar em contato com Prof. Rodolfo Pacagnella pelo email rodolfopacagnella@gmail.com

    Fique por dentro

    Cinquentenário Cirurgia do Aparelho Digestivo

    Dia 18 de agosto, às 9 horas, no Gastrocentro. Veja convite e programação

    Professor from Germany will present lecture about “PSMA Update” at SMS - Unicamp

    Evento será no dia 15 de agosto, a partir das 7h30, na sala de telemedicina do HC da Unicamp

    4th International Cystic Fibrosis Workshop (Brazil, USA, Denmark)

    Inscrições abertas. Evento é organizado pelo Ciped da FCM e acontecerá no dia 25 de agosto no anfiteatro 1

    Eventos

    14.08: Liga de Tanatologia promove curso de cuidados paliativos de 14 a 16 de agosto
    15.08: Treinamento Biblioteca FCM - EndNote Web (agosto)
    16.08: II Simpósio sobre Educação Inclusiva no Contexto Universitário
    16.08: Reunião DTG: Evidências na assistência ao parto
    16.08: Aula inaugural da Liga de Ortopedia e Traumatologia

    VEREADOR PASTOR FAUSTO SOLICITA ABERTURA DE SALA DE AULA PARA IDOSOS



     Com o objetivo de oferecer mais oportunidades e qualidade de vida aos cidadãos da terceira idade, o vereador Pastor Fausto apresentou uma indicação na Câmara de Varginha, solicitando à Administração, que estude a possibilidade de abrir uma sala de aula exclusiva para alfabetização de idosos no município. O documento foi encaminhado ao prefeito e à secretaria municipal de educação.
    “Apesar de haver alfabetização para adultos no município, uma sala de aula exclusiva para idosos vai favorecer o processo de aprendizagem, justamente por oferecer um atendimento diferenciado, de acordo com suas necessidades, afinal, nesta fase da vida, o processo de aprendizagem requer paciência, interação e devem ser observadas as particularidades individuais”, justificou Pastor Fausto.
    Ainda de acordo com o vereador, a implantação de escolas exclusivas para idosos em algumas cidades brasileiras tem apresentado resultados bastante satisfatórios. “A abertura de uma sala de aula restrita a idosos em nossa cidade pode ser o começo de uma política voltada para o bem-estar e ressocialização da melhor idade, onde além das aulas de alfabetização, poderão ser ministrados cursos e oficinas”, finalizou.

    Boletim diário da ONU Brasil: “ONU e União Europeia ajudam Panamá a adotar meios de transporte elétricos” e 10 outros.


    Posted: 13 Aug 2018 12:36 PM PDT
    Cidade do Panamá. Foto: Flickr (CC)/Matthew Straubmuller
    Cidade do Panamá. Foto: Flickr (CC)/Matthew Straubmuller
    A ONU Meio Ambiente, a União Europeia e o governo do Panamá lançaram neste mês (9) uma parceria para tornar mais verdes e sustentáveis os meios de transporte do país centro-americano. Projeto visa popularizar a mobilidade elétrica. Segundo estimativas das Nações Unidas, se a atual frota de ônibus e táxis da Cidade do Panamá fosse substituída por veículos elétricos, seria possível impedir a liberação de 8,5 milhões de toneladas de CO2 até 2030.
    A adaptação também traria uma economia de 500 milhões de dólares em combustível para os próximos 13 anos e permitiria evitar a morte precoce de mais de 400 pessoas, devido a doenças respiratórias associadas à qualidade do ar. O programa de cooperação entre o Panamá e o bloco europeu faz parte da estratégia da UE para implementar o Acordo de Paris, a Euroclima+.
    “Incorporar a mobilidade elétrica é crucial para que os países cumpram com seus compromissos climáticos registrados no Acordo de Paris, mas, além disso, nos ajudará a limpar o ar, reduzir as mortes causadas pela contaminação e oferecer cidades saudáveis a milhões de pessoas”, afirmou o diretor regional da ONU Meio Ambiente na América Latina e Caribe, Leo Heileman, durante uma cúpula realizada na Cidade do Panamá para apresentar a parceria.
    “No Ministério de Energia, garantiremos que os usuários encontrem alternativas para se deslocar de maneira sustentável e incentivaremos a instalação de estações de recarga elétrica em pontos estratégicos do país”, disse no evento o ministro de Energia do Panamá, Víctor Urrutia.
    O encontro na capital teve a participação de empresas estatais de transporte público, de organizações da sociedade civil e do setor privado, de distribuidoras de energia e de concessionárias de veículos elétricos.
    Posted: 13 Aug 2018 11:51 AM PDT
    Numeir (na extrema direita) reencontra os parentes no aeroporto. Foto: ACNUR/Chris Melzer
    Numeir (na extrema direita) reencontra os parentes no aeroporto. Foto: ACNUR/Chris Melzer
    Com medo de ser recrutado pelo exército, Numeir fugiu da Síria, seu país de origem, quando tinha apenas 15 anos. “Dizer adeus foi terrível”, conta o jovem sobre o momento de se despedir dos pais e irmãos, incluindo a caçula da família, Anmar, de apenas quatro anos à época. Vivendo na Alemanha desde 2015, o sírio conseguiu trazer os parentes para o país europeu em maio último, com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
    “Anmar me implorou para não ir, dizendo ‘irmão, não vá’. Mas eu não tive escolha”, conta Numeir sobre a partida para a Europa. Depois de passar pela Turquia, Grécia e a região dos Bálcãs, o jovem chegou à Alemanha em 2015, com 15 anos. O plano era encontrar um tio que já morava lá.
    Como era menor de idade, Numeir foi levado pelas autoridades para um albergue em Lensahn, uma pequena cidade localizada no norte da Alemanha. O município fica a poucos minutos de carro do Mar Báltico e tem menos de cinco mil habitantes.
    “Aqui é muito bonito”, diz o sírio. “Tão verde, tão quieto, tão pacífico.”
    Durante três anos, ele teve apenas um desejo: “Quero compartilhar a beleza deste lugar com as pessoas mais importantes do mundo para mim – minha família”.
    O ACNUR ajudou Numeir a reencontrar os parentes. Seu pai Ismain, a mãe Fada, e seus três irmãos fugiram para a Turquia, depois para a Grécia, antes de finalmente saberem que a solicitação do organismo internacional e do jovem havia sido aprovada. Em uma quinta-feira de maio, os cinco se prepararam para desembarcar no Aeroporto Fuhlsbüttel, em Hamburgo.
    Muitas pessoas no saguão de desembarque aguardavam o mesmo voo, mas ninguém parecia tão animado quanto Numeir. O avião pousou com segurança? Tudo daria certo na chegada? De repente, sua família estava lá e Numeir pôde abraçar sua mãe novamente.
    Numeir reencontra a mãe, Fada, no aeroporto, em Hamburgo. Foto: ACNUR/Chris Melzer
    Numeir reencontra a mãe, Fada, no aeroporto, em Hamburgo. Foto: ACNUR/Chris Melzer
    Fada afirma que sentiu-se como na primeira vez em que abraçou seu primogênito, 18 anos atrás. “Foi exatamente assim, como da primeira vez”, diz, feliz.
    A família ficou espantada quando chegou em Lensahn e saiu do carro. Todos tinham visto fotos, mas agora podiam sentir o cheiro das árvores, sentir a grama e tocar a parede de tijolos da antiga casa de fazenda onde todos iriam morar. “Aqui é lindo”, disse Ismain.
    “É ótimo ver uma família tão feliz”, afirma o representante do ACNUR na Alemanha, Dominik Bartsch. “É por isso que a reunião familiar é tão importante. Durante anos, Numeir ficou doente de preocupação com seus familiares. Agora, seus medos desapareceram e a família pode reconstruir suas vidas aqui na Alemanha.”
    “Já vimos ataques de gás, vimos bombas”, conta Ismain. “Para um pai, isso significa nunca ter a certeza de que sua esposa e filhos ainda estarão vivos quando ele voltar para casa à noite. Aqui, quando vejo as crianças rindo e correndo no jardim, sei que todos estão seguros.”
    “Eu gostaria de agradecer ao povo alemão que me deu a oportunidade de ver meu filho novamente. Eles o acolheram, seguraram-no em seus braços e nos reuniram”, completa o pai de Numeir.
    Posted: 13 Aug 2018 11:13 AM PDT
    No campo de Nduta, na Tanzânia, vivem 125 mil refugiados burundineses. Como há carência de salas de aula, as crianças estudam embaixo de árvores. Há uma professora para cada 200 alunos. Só 7% do apelo humanitário do ACNUR para 2017 foi financiado. Foto: ACNUR/Georgina Goodwin
    No campo de Nduta, na Tanzânia, vivem 125 mil refugiados burundineses. Como há carência de salas de aula, as crianças estudam embaixo de árvores. Há uma professora para cada 200 alunos. Só 7% do apelo humanitário do ACNUR para 2017 foi financiado. Foto: ACNUR/Georgina Goodwin
    A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) inaugura na próxima quarta-feira (15) a mostra “Faces do Refúgio”, que leva para o Centro Cultural dos Correios 52 fotografias sobre migrações forçadas. Essa é a primeira vez em que a exposição desembarca na capital fluminense. Iniciativa aborda as principais crises de deslocamento da atualidade, em países como Síria, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e Mianmar.
    As imagens trazem histórias de crianças, homens e mulheres que enfrentaram graves violações de direitos humanos e buscam uma oportunidade de reconstruir suas vidas. A curadoria da exposição é fruto de uma parceria entre o organismo das Nações Unidas e o Atelier Vanessa Poitena.
    “Os refugiados são como eu e você. A grande diferença é que essas pessoas se veem, do dia para a noite, obrigadas a deixar tudo para trás por uma questão de sobrevivência. O refúgio não é uma escolha. Pessoas deixam tudo para trás para salvar suas vidas”, afirma Natasha Alexander, chefe da unidade de parcerias com o setor privado do ACNUR.
    “A exposição é uma ferramenta de conscientização para que as pessoas conheçam um pouco mais sobre essa realidade”, completa.
    Dados do ACNUR indicam que mais de 68 milhões de pessoas no mundo vivem fora dos seus locais de origem devido a guerras, conflitos e perseguições. Lançado em junho, o relatório “Tendências Globais” reúne as informações mais recentes da agência da ONU sobre deslocamento forçado.
    De acordo com o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), o Brasil havia reconhecido, até o final de 2017, um total de 10.145 refugiados de diversas nacionalidades. Desse contingente, 5.134 continuam no país na condição de refugiado, sendo que 52% moram em São Paulo, 17% no Rio de Janeiro e 8% no Paraná. Os sírios representam 35% da população refugiada com registro ativo no Brasil. Os demais, que não mantiveram o status de refugiado, podem ter retornado voluntariamente ao seu país de origem ou ter se naturalizado brasileiros.
    Com entrada gratuita, a exposição fica em cartaz no Centro Cultural dos Correios até 23 de setembro.
    Clique aqui para fazer o download das fotos de divulgação da exposição.
    Serviço
    Exposição “Faces do Refúgio”
    Data: de 15 de agosto a 23 de setembro no Centro Cultural dos Correios – Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro
    Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12 às 19h.
    Classificação indicativa: Livre.
    Entrada franca.
    Contatos de imprensa:
    Thereza Jatoba, jatoba@unhcr.org, (11) 94018-0719
    Posted: 13 Aug 2018 09:29 AM PDT
    Coronel Alexandre Lima durante sua participação na Missão da ONU no Haiti, a MINUSTAH. Foto: Arquivo pessoal
    Coronel Alexandre Lima durante sua participação na Missão da ONU no Haiti, a MINUSTAH. Foto: Arquivo pessoal
    O coronel e aviador brasileiro, Alexandre Corrêa Lima, foi selecionado para compor o quadro internacional da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA). Pela primeira vez, um militar da Força Aérea Brasileira (FAB) é escolhido para uma operação de paz em um processo seletivo aberto a militares de Estado-Maior de todos os países-membros da ONU.
    A partir de 1º de setembro, Lima servirá no Quartel-General da MINUSCA, em Bangui, capital da nação africana. Ele integrará o Grupo de Suporte de Defesa Estratégica e Ligação, criado recentemente para apoiar a reorganização dos setores de defesa da República Centro-Africana. Na função de inspetor, o oficial realizará auditorias e dará assessoria ao Exército Nacional do país.
    O fato de ter sido peacekeeper — designação dada a militares que integram operações de paz da ONU — na Missão das Nações Unidas no Haiti por um ano foi um fator decisivo na seleção do coronel. Atualmente, o aviador atua no Ministério da Defesa. Lima exerce a função de subchefe do Centro de Coordenação de Logística e Mobilização (CCLM), que coordena o fluxo logístico da Operação Acolhida, uma força-tarefa humanitária montada em Roraima para acolher os refugiados e migrantes venezuelanos.
    Na Força Aérea desde 1990, o oficial diz que se sente preparado e motivado para a nova missão no continente africano. “Apesar das operações de paz da ONU ocorrerem em ambientes com baixos índices de desenvolvimento humano e alta volatilidade no campo político-social, é uma oportunidade única compor uma força de paz e representar o Brasil e a nossa Força Aérea junto à comunidade internacional”, afirma.
    A expectativa de Lima é contribuir para a estabilidade no país. “Tenho a certeza de que sairei da missão com uma experiência de vida bastante significativa, nos campos profissional e pessoal, além de ter tido a possibilidade de utilizar todo o conhecimento adquirido ao longo da carreira a serviço da paz”, acrescenta o aviador.
    Posted: 13 Aug 2018 08:45 AM PDT
    O Centro de Excelência contra a Fome contribuiu para mudar o entendimento de governos de cerca de 30 países sobre o potencial da alimentação escolar. Foto: Jaelson Lucas/SMCS
    O Centro de Excelência contra a Fome contribuiu para mudar o entendimento de governos de cerca de 30 países sobre o potencial da alimentação escolar. Foto: SMCS/Jaelson Lucas
    O Brasil tem sido o “espelho” para países africanos que querem implementar programas próprios de alimentação escolar. A avaliação é do diretor do Centro de Excelência contra a Fome, Daniel Balaban, que participou na semana passada (8), em Brasília, de uma oficina com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Encontro debateu os rumos da cooperação entre as instituições.
    Da parceria entre os dois organismos do governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), nasceu o Centro de Excelência contra a Fome, que desde 2011 apoia países em desenvolvimento a criarem políticas públicas de combate à fome e à pobreza.
    “A União Africana tem hoje uma determinação de que os países devam criar programas nacionais de alimentação escolar, se apropriando disso, e todos estão trabalhando nisso de uma forma ou de outra. O Brasil tem sido o espelho para que esses países criem os seus programas, o que demonstra o sucesso da nossa parceria, que tem dado resultados”, afirmou Balaban durante o evento.
    O centro já apoiou mais de 30 países no desenvolvimento de estratégias para o fornecimento de refeições em centros de ensino. “A eficiência, eficácia e bons resultados dos programas são determinantes, num momento de restrições financeiras, para que possamos garantir recursos para as nossas iniciativas de cooperação internacional. O governo brasileiro tem aqui um modelo que serve para o mundo”, elogiou o chefe de Gabinete do FNDE, Rogério Lot.
    A coordenadora-geral de Cooperação Técnica com Organismos Internacionais da ABC, Cecilia Malaguti, reafirmou o compromisso da agência com os parceiros. “Nesses sete anos, tanto a ABC quanto o Centro desenvolveram capacidades para que os nossos resultados sejam cada vez mais concretos e reconhecidos mundialmente como uma iniciativa totalmente inovadora”, disse.
    Posted: 13 Aug 2018 08:26 AM PDT
    Saúde dos solos é importante para promover segurança nutricional, diz FAO. Foto: FAO
    Saúde dos solos é importante para promover segurança nutricional, diz FAO. Foto: FAO
    Em pronunciamento para a abertura do Congresso Mundial de Ciências do Solo, o chefe da FAO, José Graziano da Silva, alertou no domingo (12) que a degradação das terras produtivas pode agravar no futuro a volatilidade dos preços dos alimentos. O empobrecimento do solo também causa migrações involuntárias de agricultores, que ficam em maior risco de viver na miséria, acrescentou o dirigente.
    De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os solos do planeta estão ameaçados pela erosão, desequilíbrio de nutrientes, acidificação, salinização e outras formas de poluição. Perigos à saúde das terras incluem ainda a perda de carbono e de biodiversidade, bem como o fenômeno da compactação — quando a terra é comprimida, reduzindo os poros que permitem a entrada de ar e água no solo.
    Atualmente, um terço de todas as terras do planeta são consideradas degradadas. “Embora os solos estejam escondidos e, frequentemente, esquecidos, contamos com eles para nossas atividades diárias e para o futuro do planeta”, afirmou Graziano em mensagem de vídeo para o congresso, que reúne mais de 2 mil cientistas no Rio de Janeiro até a próxima sexta-feira (17).
    “A degradação do solo afeta a produção de alimentos, causando fome e desnutrição, amplificando a volatilidade dos preços dos alimentos, forçando o abandono da terra e levando milhões de migrantes involuntários à pobreza”, acrescentou o chefe da FAO.
    O diretor do organismo internacional defendeu ainda que a gestão sustentável desse recurso natural deve ser “parte essencial da equação do Fome Zero”.
    Os solos, lembrou Graziano, funcionam também como importantes ferramentas para a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas. Isso porque as terras têm a capacidade de armazenar carbono. “Manter e aumentar o estoque de carbono no solo deve se tornar uma prioridade”, afirmou o dirigente.
    A FAO desenvolve o projeto Global Soil Partnership (Parceria Global dos Solos), mobilizando governos e outros parceiros para melhorar capacidades técnicas e trocar conhecimentos sobre a saúde do solo.
    “Façamos do solo um veículo de prosperidade e paz e mostremos a contribuição dos solos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável“, completou Graziano.
    Posted: 13 Aug 2018 07:52 AM PDT
    No Rio, ONU e Consulado do México debatem participação da mulher na política e educação
    O Consulado Geral do México no Rio de Janeiro, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, promove nesta terça-feira (14), às 16h, no Centro Cultural dos Correios, o debate “Os desafios da mulher na participação de uma vida política e educativa plena”. O evento terá como palestrantes Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil; Telma Marques Taurepang, integrante da União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB); e Linda Marina Munive, consulesa-geral do México.
    O objetivo da ação é discutir como a participação equitativa das mulheres no âmbito político e acadêmico é fundamental para promover o exercício da democracia e da justiça. As palestrantes falarão sobre a importância de leis específicas voltadas para questões de gênero e da luta por uma educação inclusiva, longe de traços discriminatórios.
    O debate acontecerá na galeria da exposição “70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos”, que traz obras do artista paulistano Otávio Roth. Realizada pela primeira vez no Rio de Janeiro, a mostra apresenta 30 xilogravuras que traduzem os ideais de paz e igualdade defendidos nos artigos do documento.
    “É relevante a nível internacional debater sobre temas dessa magnitude, após o interesse gerado pelas questões de gênero, onde muitas pessoas observaram que a participação equitativa das mulheres no âmbito político de um pais é fundamental para o desenvolvimento do mesmo”, disse a vice-consulesa do México, Diana Vera Riquelme.
    Aprovada em 10 de dezembro de 1948, a Declaração foi construída a partir do esforço conjunto da comunidade internacional para garantir que os horrores da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) – incluindo o Holocausto – jamais se repetissem. Considerada a base da luta universal contra a subjugação e abuso de povos, o documento estabelece obrigações para a atuação de governos, de maneira a garantir a proteção de comunidades e indivíduos.
    A entrada é franca, com espaço sujeito a lotação (40 lugares).
    Serviço
    Debate: “Os desafios da mulher na participação de uma vida política e educativa plena”
    Data: 14 de agosto – 16h
    Classificação: Livre
    Endereço: Centro Cultural Correios – Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro
    Posted: 13 Aug 2018 07:19 AM PDT
    Cocaína foi encontrada em contêiner que seguiria para a Europa. Foto: Receita Federal
    Cocaína foi encontrada em contêiner que seguiria para a Europa. Foto: Receita Federal
    No Porto de Santos, o maior do Brasil, a Alfândega da Receita Federal apreendeu na última quarta-feira (8) 558kg de cocaína. A droga foi encontrada num contêiner com destino ao ancoradouro de Antuérpia, na Bélgica. Desde 2017, a aduana brasileira conta com o apoio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) para treinar funcionários e aprimorar a fiscalização de cargas.
    De acordo com a Receita, o volume de cocaína estava escondido em uma carga regular de polietileno e acondicionado em sacos próprios para a estocagem de produtos em pó e granulados, conhecidos como big-bags. No interior de três dessas sacolas, foram localizados outros 28 sacos de ráfia. As embalagens continham diversos tabletes de cocaína.
    Com a apreensão, sobe para quase dez toneladas a quantidade de cocaína identificada neste ano em cargas do porto de Santos. Em 2017, a aduana encontrou mais de 11,5 toneladas da droga, escondidas em contêineres que seguiriam para a Europa.
    Em fevereiro do ano passado, a Secretaria da Receita Federal do Brasil e o UNODC assinaram um acordo para melhorar a segurança do comércio de contêineres. A cooperação inclui a participação no Programa de Controle de Contêineres (CCP), uma iniciativa do organismo da ONU e da Organização Mundial das Alfândegas, em parceria com aduanas nacionais.
    O CCP promove treinamento teórico e prático e assistência por meio de visitas de acompanhamento, dando apoio às Unidades de Controle de Portos.
    Posted: 13 Aug 2018 07:14 AM PDT
    Ao completar 70 anos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos permanece necessária e atual em um mundo marcado por crescentes conflitos, desigualdades sociais, racismo, deslocamento forçado e violência, especialmente contra ativistas.
    A avaliação é de diplomatas, representantes do Sistema ONU e de organizações da sociedade civil presentes na abertura da exposição de xilogravuras do artista plástico brasileiro Otávio Roth, na quarta-feira (8), no Rio de Janeiro.
    É a primeira vez em mais de 30 anos que as xilogravuras que ilustram os artigos da Declaração têm exibição no país. As obras do artista morto em 1993, aos 40 anos, estão expostas permanentemente nas sedes da ONU em Nova Iorque, Viena e Genebra. No Rio, serão exibidas pela ONU Brasil até 9 de setembro no Centro Cultural Correios.
    “As obras aqui expostas traduzem os ideais de paz e igualdade defendidos nos artigos da Declaração. É uma oportunidade não só de conhecer o trabalho deste artista que nos deixou precocemente, mas também refletir sobre os direitos e deveres que afetam a vida de todos nós”, disse Niky Fabiancic, coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, durante o lançamento da exposição.
    Apesar da inegável relevância da Declaração atualmente, o sacrifício dos defensores dos direitos humanos globalmente é frequentemente testado e esquecido, afirmou Fabiancic. “Seus defensores muitas vezes pagam com suas próprias vidas em busca de um mundo mais justo e pelo cumprimento da nobre missão de manter a Declaração viva”, afirmou.
    O coordenador-residente da ONU Brasil atentou para os crescentes fluxos de migrantes e refugiados no mundo. Em 2017, havia 68,5 milhões de pessoas em situação de deslocamento forçado, maior volume da história.
    Exposição da ONU no Rio celebra 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos
    Para Fabiancic, esse desafio tem sido exacerbado pela atuação pouco generosa ou solidária de muitas lideranças políticas. “Devemos construir pontes entre países e pessoas, não erguer muros e fechar fronteiras”, disse.
    Também presente no evento, o diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, afirmou que, nos últimos 70 anos, os esforços da comunidade internacional e das Nações Unidas foram capazes de trazer algum sucesso na implementação dos direitos humanos.
    “Mas, o caminho ainda é longo. Desde guerras no Oriente Médio e na África, até situações de migração forçada em Mianmar, violência em muitos países incluindo na América Latina, abusos contra minorias étnicas, religiosas e pessoas LGBTIQ+, ameaças ao meio ambiente, temos gravíssimas situações que prejudicam os direitos humanos”, alertou.
    “A Declaração é extremamente atual, porque estamos, principalmente na área ambiental, vendo essa discussão de direitos sobre recursos naturais”, disse a representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, Denise Hamú, lembrando que o Brasil é líder em morte de ativistas ambientais, citando dados da organização internacional Global Witness.
    Esse contexto torna a arte um agente essencial para a promoção e difusão dos direitos humanos no mundo, na opinião de Ângela Pires, assessora do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) no Brasil.
    “(A obra de Otávio Roth) provoca a partir da imagem. Provoca cada um de nós a lembrar o que são os direitos humanos, e nos convida à ação, a nos engajarmos”, declarou.
    “Fico emocionada de ver as obras do Otávio Roth e a exposição que ele fez de cada um dos artigos da Declaração”, disse por sua vez Isabel Marquez, representante da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil.
    “A Declaração é para todos, independentemente de qualquer categoria. Essa falta de respeito com os direitos humanos, essas violações, é o que faz com que muitas pessoas tenham que fugir de seus países e procurar proteção”, completou Isabel, mencionando a situação dos venezuelanos que vêm ao Brasil diante da crise econômica e política em seu país.
    Para o major Flávio Henrique, instrutor do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), Otávio Roth conseguiu transmitir através de sua obra uma linguagem universal para ilustrar os princípios da Declaração.
    “Quem vê sua obra se identifica de imediato com a defesa dos direitos humanos. O legado que Otávio Roth deixou como brasileiro é muito importante, sua obra é muito perene por conta disso.”

    Participação da sociedade civil

    O coquetel de inauguração da exposição teve a participação de cerca de 150 convidados, entre eles membros de organizações da sociedade civil, que falaram sobre a importância da Declaração em seu trabalho cotidiano de defesa dos direitos humanos localmente.
    Mônica Sacramento, coordenadora de projetos da ONG Criola, afirmou que a Declaração é um balizador do que é “comum estabelecer como direitos humanos”. “No caso brasileiro, em especial da Criola, a gente lida com a ameaça constante aos direitos humanos das mulheres negras em situação de maior vulnerabilidade”, explicou.
    “São também jovens negros e mães de jovens negros vitimados pela violência. Então, a relevância do aniversário da Declaração tem a ver com este momento de retrocessos que estamos vivendo”, disse.
    “Estamos diante de um desafio contemporâneo que é o reconhecimento da humanidade e do direito de todos, da equidade de todos. Não é muito diferente, infelizmente, de quando a Declaração foi elaborada.”
    Os princípios da Declaração também estão intimamente ligados à proteção dos direitos de migrantes e refugiados, trabalho realizado no Brasil pela organização Cáritas, cujos representantes também visitaram a exposição de Otávio Roth.
    “A gente tem uma conexão muito intensa com a questão dos direitos humanos, porque o direito que é dado ao refugiado, de atravessar a fronteira, e o direito de não ser devolvido ao país do qual saiu por se sentir violado e ameaçado, é um direito baseado na Declaração”, afirmou Mariana Sacramento, consultora em mobilização de recursos da Cáritas.
    O lançamento da exposição no Centro Cultural Correios também teve a presença de representantes de consulados do Rio. Para Evelyne Coulombe, cônsul geral do Canadá na capital fluminense, as obras inovam ao mudar a forma com a qual o visitante está habituado a visualizar os artigos da Declaração.
    “Se lermos a Declaração só no papel, não retemos tanto (as informações) do que quando vemos as imagens (criadas por Otávio Roth), a interpretação desse artista, que foi tão boa. Acho que nos permite refletir sobre cada artigo, com tempo e nesse espaço tão bonito que é o Centro Cultural Correios”, declarou.
    Para o coordenador-residente da ONU no Brasil, o trabalho de construir significados, estratégias e agendas comuns para o mundo que todos compartilhamos tem sido cada vez mais desafiador.
    “Nos últimos anos, a comunidade internacional conseguiu construir em consenso uma agenda universal e abrangente, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, um roteiro para criar as oportunidades para que todas as pessoas possam realizar seu potencial e desfrutar de condições de vida dignas, protegendo ao mesmo tempo nosso planeta”, declarou.
    Atingir as metas propostas pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é uma missão difícil, cercada de complexidades, “o que significa que não podemos prometer sozinhos, sem a parceria dos Estados, das demais organizações internacionais e, decisivamente, sem o apoio da sociedade civil e ONGs”, salientou.
    “Nesse contexto, a Declaração Universal dos Direitos Humanos se faz ainda mais necessária. Desde 1948, ela tem sido o farol que nos guia, nos inspira, a cada dia, na incansável consecução de nosso mandato de promover a paz, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos”, concluiu Fabiancic.

    Serviço

    Período da exposição para o público: 08/08 a 09/09
    Visitação: terça a domingo, das 12h às 19h
    Classificação: Livre
    Endereço: Centro Cultural Correios – Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro
    Posted: 13 Aug 2018 06:49 AM PDT
    Da esquerda para direita, Nathalia Bezerra, Sabrina Lisboa, Jaqueline Soares, Luna Lomonaco, Ethel Wilhelm, Angelica Vieira e Fernanda Cruz, vencedoras da edição 2018 do prêmio "Para Mulheres na Ciência". Foto: Prêmio Para Mulheres na Ciência
    Da esquerda para direita, Nathalia Bezerra, Sabrina Lisboa, Jaqueline Soares, Luna Lomonaco, Ethel Wilhelm, Angelica Vieira e Fernanda Cruz, vencedoras da edição 2018 do prêmio “Para Mulheres na Ciência”. Foto: Prêmio Para Mulheres na Ciência
    Promover qualidade de vida para pacientes idosos em tratamento de câncer, usar a pedra-sabão como solução para aperfeiçoar próteses ortopédicas e dentárias, buscar uma alimentação correta para evitar a resistência das bactérias a antibióticos. Esses são alguns dos temas pesquisados pelas sete vencedoras da 13ª edição do “Para Mulheres na Ciência”, premiação da L’Oréal Brasil em parceria com a UNESCO e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).
    A inciativa visa promover a igualdade de gênero no meio científico. Anualmente, os jurados escolhem pesquisas com potencial de encontrar soluções para problemas ambientais, econômicos e de saúde. A edição 2018 bateu recorde de participação: foram registradas 524 inscrições, 34% a mais que em 2017. A entrega da premiação acontecerá em 4 de outubro, na sede da L’Oréal, no Rio de Janeiro.
    Entre as vencedoras, Fernanda Cruz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), trabalha no desenvolvimento de terapias menos invasivas para doenças respiratórias crônicas. Sabrina Lisboa, da Universidade de São Paulo (USP), busca um tratamento para o transtorno do estresse pós-traumático, a partir do entendimento das alterações que acontecem no cérebro de quem desenvolve a doença.
    É com a alimentação saudável que a pesquisadora Angélica Vieira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acredita ser capaz de resolver o problema global da resistência das bactérias aos antibióticos. Também em Minas Gerais, Jaqueline Soares faz nanotecnologia com uma matéria-prima abundante em Ouro Preto, a pedra-sabão. O objetivo é aperfeiçoar próteses ortopédicas e dentárias.
    Já Ethel Wilhelm, da Federal de Pelotas (UFPEL), estuda os mecanismos por trás das dores nas extremidades do corpo, a fim de garantir qualidade de vida para os idosos, segmento da população que mais cresce no mundo.
    Luciana Lomonaco, da USP, pesquisa um dos fractais mais famosos da Matemática, o Conjunto de Mandelbrot. “Por falta de referências femininas na ciência e, em especial, na Matemática, as jovens nem sabem que existe essa possibilidade quando chega a hora de escolher sua carreira. O prêmio vem para mostrar que é possível ser mulher e cientista”, diz a especialista.
    Nathalia Bezerra, da Federal de Pernambuco (UFPE), também atua em uma área majoritariamente masculina. A cientista investiga como aumentar a durabilidade do cimento nas diversas condições climáticas do Brasil. “O prêmio vai ser fundamental para ganhar reconhecimento e será um divisor de águas na carreira”, avalia a pesquisadora.
    Há 13 anos, o “Para Mulheres na Ciência” premia cientistas com uma bolsa-auxílio de 50 mil reais em quatro categorias: Ciências da Vida, Química, Matemática e Física. Confira abaixo a lista completa de vencedoras da edição 2018:
    Ciências da Vida:
    Ethel Antunes Wilhelm
    Angelica Thomaz Vieira
    Fernanda Ferreira Cruz
    Sabrina Francesca de Souza Lisboa
    Química:
    Nathalia Bezerra de Lima
    Angelina Jolie durante viagem a Mossul, no Iraque. Foto: ACNURMatemática:
    Luciana Luna Anna Lomonaco
    Física:
    Jaqueline dos Santos Soares
    Posted: 13 Aug 2018 06:23 AM PDT
    Angelina Jolie durante viagem a Mossul, no Iraque. Foto: ACNUR
    Por Angelina Jolie, atriz e enviada especial do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR)*
    A maior e mais longa batalha urbana disputada no mundo desde a Segunda Guerra Mundial foi travada para retomar a cidade de Mossul do Estado Islâmico. A liberdade teve um preço alto: milhares de civis foram mortos e grandes áreas da cidade iraquiana foram reduzidas a escombros.
    Grande parte do leste de Mossul foi poupada, mas o oeste ainda está em ruínas um ano após o fim dos combates. Enquanto estava lá, senti como se as armas apenas tivessem se silenciado ontem.
    Se na última década aprendemos algo no Oriente Médio e no Afeganistão, é que se uma “vitória” militar não é seguida por uma ajuda efetiva para garantir a estabilidade, então o ciclo de violência só continua.
    Você pensaria, assim, que nada poderia ser mais importante nessa situação do que tentar garantir que o extremismo violento nunca retorne a Mossul. Você esperaria que reconstruir uma cidade que é um patrimônio cultural e que foi referência da diversidade e da coexistência pacífica seria uma prioridade. Você imaginaria que as ruas do oeste de Mossul estariam repletas de equipamentos de reconstrução, desminadores, arquitetos, planejadores, agências governamentais e organizações não governamentais e especialistas em patrimônios mundiais, todos prestando assistência técnica ao Iraque em um grande plano para reconstruir a cidade.
    Mas, um ano depois, o oeste de Mossul está abandonado, arruinado e apocalíptico. As paredes que permanecem em pé estão cheias de buracos, marcas deixadas por balas e morteiros. As ruas estão assustadoramente silenciosas: centenas de milhares de antigos residentes da cidade estão vivendo em acampamentos ou comunidades próximas porque não há nada para o que possam voltar. Cadáveres em decomposição ainda estão em meio às ruínas, aguardando a coleta.
    Nas ruas que parecem completamente inabitáveis, um pequeno número de famílias em estado de choque está limpando os escombros de suas casas com as próprias mãos, desafiando os explosivos ocultos deixados para trás. Na última semana, uma explosão em uma casa matou e feriu 27 pessoas.
    Ainda pior do que a ruína física da cidade é o dano invisível ao emocional de seu povo. Residentes que retornaram perderam as casas em que suas famílias viveram por gerações, seus pertences, suas economias, até mesmo os documentos que provam sua identidade. Comunidades de diferentes crenças, que viviam lado a lado, foram separadas e agora estão divididas.
    Um homem com quem eu conversei descreveu com lágrimas nos olhos como ele foi atacado por militantes. Uma criança me contou que viu um homem morto na sua frente. Uma mãe e um pai descreveram a manhã em que um morteiro atingiu sua filha adolescente, arrancando as pernas dela e deixando seus ossos quebrados. Eles a levaram para um hospital e pediram tratamento médico, mas foram dispensados e ela sangrou até a morte em seus braços.
    Injustiça e sofrimento dessa magnitude são impossíveis de quantificar. Parece completamente errado e profundamente inquietante que as pessoas que sobreviveram a essas experiências tenham sido deixadas sozinhas e esquecidas. A lacuna entre o que elas merecem e a rapidez com que o mundo as esqueceu é chocante.
    Eu fiquei me perguntando se, em outro momento da história, teríamos reagido de maneira diferente ao que aconteceu em Mossul. Teríamos reagido da mesma forma que fizemos após a libertação da Europa com o fim da Segunda Guerra Mundial, inundando-a com assistência para reconstruí-la e recuperá-la?
    Pensei também nos sobreviventes dos ataques com armas químicas, nos atentados aos hospitais, nos estupros coletivos e na fome deliberada de civis que são características dos conflitos contemporâneos e perguntei a mim mesma: estamos anestesiados diante do sofrimento humano? Duvidamos tanto da nossa capacidade de agir efetivamente no exterior, à luz da história recente, que começamos a tolerar o intolerável? Somos os culpados por realizar uma forma de triagem moral coletiva, escolhendo seletivamente quando e onde defenderemos os direitos humanos, por quanto tempo e em que grau?
    Em Mossul, senti que estava em um lugar que, na última década, acumulou uma série de políticas externas fracassadas. Mas também senti que estava em um lugar que representa a capacidade humana de sobrevivência e renovação e a permanência de valores universais nos corações de muitas pessoas.
    Eu penso num pai que conheci e em sua alegria por suas duas filhas poderem ir à escola novamente. Mesmo sem dinheiro e sem um teto para oferecer à própria família, ele conversou como se não houvesse tesouro maior do que o boletim das filhas. Não haveria um símbolo mais profundo da vitória de Mossul do que a possibilidade de todas as garotas voltarem à escola e se saírem bem.
    Nenhuma família que conheci no oeste de Mossul me pediu nada. Eles não estão contando com a nossa ajuda. Mossul tem uma história de mais de 3 mil anos, e eu tenho certeza de que seu povo superará esses três anos de terror. Mas quão melhor seria se a recuperação da cidade fosse fruto do nosso esforço conjunto, da mesma forma que consideramos a derrota do Estado Islâmico uma vitória coletiva.
    *Artigo publicado originalmente no Huffington Post, em 19 de junho de 2018.